Resolvendo contendas virtuais como homens



Sou da seguinte linha de pensamento: na internet todo mundo é malandro e fodão, mas no mundo real, 98% das brigas desse mundão virtual seriam resolvidas em uma amigável partida de futebol de botão. Digo isso porque todos nós sabemos que blogueiros não tem capacidade pra brigar. Na hora em que o pau quebra eles vão fazer o quê? Não tem “ficar off-line” no mundo real não, rapá!

Muitas dessas briguinhas virtuais têm acontecido com frequência pela interwebs afora. Pelos motivos mais banais possíveis. Desde frases roubadas, personalidades não reconhecidas, falta de relevância na meritocracia informal da Internet e por aí vai. Como homem que é homem resolve treta na base da porrada e não na base do “eu tenho a tiradinha mais foda que a sua”, desenvolvi esse mais novo Guia Prático para se resolver contendas virtuais como homens e não adolescentes!

1 – Cúpula do Trovão!


Dois homens entram, um homem sai. Um arsenal completo de armas brancas e de fogo. Um ambiente fechado e a torcida em volta. Você já deve ter visto isso em algum lugar e sabe que funciona.

Ali dentro não existem vantagens como o conforto da sua cadeira e o seu copo de Ninho Soleil do lado. Você vai ter que ralar, como um verdadeiro homem. 

Se você tem uma briguinha virtual, chame o seu adversário para resolver os problemas da forma mais humana e masculina possível: A Cúpula do Trovão!



E aí, vai encarar a Tina?


2 – Queda de braço

Blogueiros são fisicamente, por definição, gordinhos ou magrelos. Não existe meio termo. Quando um blogueiro é um pouco mais bombado, ele é exceção. Ou é gay, ou tem blog sobre anabolizantes. O que não é o nosso caso.
Uma das formas mais primitivas de se resolver tretas entre homens é a queda de braço. Não precisa de força, não precisa de agressividade. Apenas jeito e uma boa dose de testosterona ao som de AC/DC e com a Budweiser do lado.
Aqui não interessa se você é gerente de TI, pró-blogger ou balconista. O que importa é se você tem bolas o suficiente pra mostrar ao seu adversário quem é o macho alfa. Bons tempos, aqueles do Falcão!
Stallone ensinando a arte para um blogueiro

3 – Luta de Boxe

Uma boa briga envolve cadeiras, barras de ferro, garrafas quebradas e vários amigos contra um único adversário. Mas eu sou um cara correto e acredito nas regras. Afinal, elas existem para serem cumpridas.
Grandes questões mundiais foram resolvidas em um ringue de Boxe. Quem não se lembra da crise entre Brasil e Estados Unidos cuja solução se deu através de um belo duelo entre o nosso grande Adilson Rodrigues Maguila contra o afro-americano Evander Holyfield? Sim, amigos. Aquela luta evitou a III Guerra Mundial!
Mas não se engane. Não to falando de uma luta no Ready 2 Rumble não. To falando em uma porradaria real, com protetor bucal e luvas da Everlast. Eu sei que provavelmente você estará acima do peso e não terá a menor capacidade de desferir algum golpe, mas, porra, honre essas bolas no meio da perna.

Veja como se faz




4 – Guerrinha de Polegar

Por último, a forma mais eficaz de se resolver uma “vendeta” como um verdadeiro macho.

Registros que datam da era paleozóica nos mostram que os primeiros seres bípedes resolviam suas diferenças através dessa arte milenar, a guerrinha de polegar.







Dá pra mim, o seu amoooor!

Não é esse Polegar, cacete.
Toma, bitch!
Ah sim, é esse!

Apenas uma mão de cada participante. Os polegares ligados por uma misto de honra e vontade de vencer, o sino bate e os pequenos dedos batalham em busca da glória absoluta que decidirá quem é o vencedor dessa contenda.
Sim. Homens resolvem tretas assim. Espero que vocês aprendam a resolverem uma treta iniciada na Internet de forma máscula e não como verdadeiras mocinhas.

 

7 Vantagens de ser Ateu


Os crentes lhe prometem um título de vassalo e com isso um pequeno pedaço de terra no chamado Reino de Deus. Os católicos por sua vez, com sua própria filial da imobiliária divina localizada no Vaticano, lhe prometem o Reino de Deus inteiro, sugerindo dessa forma que a estadia pós-morte deve ser em uma colônia comunista. Falando em colônia, espíritas garantem que você terá após o túmulo algo que nunca conseguiu em vida: um tratamento completo em um hospital particular SEM CONVÊNIO MÉDICO (ou até com convênio mesmo; afinal só servem pra dar desconto na compra de Vitamina C...).

Tenho outros exemplos de negócios que você pode investir quando você for virar éter ou adubo, muitos deles com um retorno incrível (um retorno eterno, por assim dizer), bastando apenas que você passe sua vida inteira se dedicando ao fundo de investimento escolhido, da mesma forma que você paga 40 anos de Previdência e ganha p... nenhuma.



Eu, por outro lado, não lhe prometo nada. Sinceramente, quero que você se f...da. Mas caso você ache que não mereça este destino (ao menos agora), e procura alguma razão, fonte ou texto de blog para preencher com um pouco mais de massa seu conhecimento, ou apenas se distrair, esta lista é para você. Antes que alguém levante a mão e questione uma imbecilidade, irei frisar com o pai-de-todos na tua cara e no Caps-Lock: LEIA ISSO APENAS POR DISTRAÇÃO. Não quero arranjar problema, então, como diz o padre na missa das 7 no Domingo de manhã com o grupo de jovens do coral Cordeiros de Jesus e da barraquinha de doces 7-Belo (secos e duros), "Vá com Deus, e que o Senhor vos acompanhe (ou não)"

1) Você se torna mais independente
Uma coisa é certa, quando você acredita em Deus na verdade você está barganhando com ele. Você troca um pouco da sua liberdade, seu cérebro e fidelidade e recebe em troca uma proteção divina, um Amor infinito e um preenchimento espiritual, coisas que na minha vida inteira de cristão só ficaram no papel. Quando você se torna ateu, deixa de depender de um ser invisível para tomar conta de sua vida e passa a controlá-la você mesmo. É normal durante um tempo você sentir um "vazio por dentro", mas ele pode ser facilmente preenchido com álcool, mulheres e bons amigos, coisas que você nunca vai encontrar enquanto for religioso.

2) Você passa a temer coisas de verdade
Se eu pudesse fazer uma lista com as coisas que os religiosos mais temem, com certeza as três primeiras seriam Inferno, Deus e Ateus. Quem tem consciência de seus problemas e sabe que forças ocultas não os resolvem entende que temer que cortem sua luz faz com que você arranje dinheiro e pague a conta de luz. Se você religioso estacionou na vaga de deficientes e acredita que por isso Deus vai mandar 15 meteoros flamejantes em cima da sua casa com sua mulher e filhos dentro, então é melhor e mais lucrativo que você comece a usar toda esta paranoia para escrever livros de suspense, isto é, se você não achar que livros de suspense seja um pecado menor e mereça apenas 8 meteoros.

3) Começa a achar engraçadas (ou não) pessoas de quaisquer religião
Para um ateu não há prazer maior do que invalidar argumentos (se é que podem ser chamados assim) de religiosos. É algo que complementa nossas vidas. Quando chega um religioso pseudo-intelectual dizendo "Ahh, se Eva não tivesse caído na tentação do fruto, hoje todos nós estaríamos blá blá blá..." e você, ateu consciente, ouve aquilo, já até esboça um sorriso na cara. Depois de um tempo passa até a duvidar de que realmente acreditava nestas coisas, e nunca imaginaria que seus antigos amigos religiosos poderiam ser tão hilários...

4) Acredita na Ciência
Chega até ser triste, mas ainda vemos que no século XX encontramos pessoas que estudaram na vida, fizeram curso superior (algumas até doutorado) e mesmo assim dizem coisas como "É provável que Deus tenha criado todos os seres-vivos do planeta...". Porra, se já existem dezenas de teorias científicas (sim, dezenas) que explicam o surgimento da vida na Terra, o surgimento do Universo e até coisas aparentemente inexplicáveis como reencarnações, astrologia, curas espirituais e outras besteiras já invalidadas, porque é que pessoas estudadas insistem em martelar esta mesma tecla? Se a ciência não explicou hoje, pode ser que explique amanhã. E as religiões fazem papel de "oniscientes" sobre estes assuntos, muitas vezes até contra seus princípios. Mas eu acredito que todo o esforço das religiões em explicarem como funciona o mundo são ínfimos perto do que a ciência pode proporcionar, e isso torna ateus pessoas comprovadamente mais sabidas do que religiosos.

5) Confia mais nas pessoas
Seguir a risca o "ter fé em Deus" implica em crer que apenas ele é um ser totalmente confiável. Existem inúmeros exemplos de histórias fantásticas que nascem nos sermões de pessoas que confiaram em outras e se deram mal, mas começaram então a confiar apenas em Deus e se tornaram ricas e felizes. A vida contém desilusões, é humano creditar confiança aos outros e também é humano abusar desta confiança e magoar alguém. Porque errar é humano. Religiosos tentam ser pessoas perfeitas e por isso nunca aprendem com seus erros, a não ser que uma coincidência ridícula (que eles logo associam com Deus) os façam mudar de opinião. Esta busca pela perfeição os fazem dar crédito apenas a um ser que julgam ser perfeito: Deus. Todas as pessoas então passam a serem exemplos de imperfeição que os religiosos insistem em querer "ajudar", quando na verdade querem corrigir e fazer uma média com o deus deles. Ateus confiam apenas nas pessoas e por terem experiência nisso acabam encontrando gente confiável de verdade para ter como amigo ou só como conhecido mesmo. Eu em uma vida religiosa nunca tive tantos amigos de verdade como em apenas dois anos de ateísmo.

6) Age mais por vontade do que por obrigação
A liberdade que uma vida ateísta proporciona faz com que você tome decisões que na maior parte das vezes vão levar em conta primeiro sua vontade, pra depois levar em conta a obrigação. Qualquer religioso usa um espécie de "filtro Deus" pra tomar atitude sobre qualquer coisa. Se a turma vai sair para encher a cara e convida o cara religioso pra ir junto, este vai com certeza pensar "será que Deus aprova isso?". No final das contas o pessoal vai beber até cair, alguns vão vomitar, outros vão ficar de frescura, mas o religioso não vai curtir plenamente como todos estão curtindo, por acreditar que aquilo que estão fazendo é errado. Como já disse antes, acreditar em Deus é o mesmo que barganhar com Deus. O ateu não precisa de um "Pai celestial" para mantê-lo na linha, pois conhece seus limites como pessoa, e também sabe que não deve nada a Deus por, obviamente, saber que ele não existe.

7) você se torna mais tolerante
Pegando o gancho do item anterior, o ateu não acredita que um "ser superior" dite as regras da sociedade. Ele vai ter seu próprio julgamento sobre o que é certo e o que é errado, diferente do religioso que basicamente teve sua opinião formada pelo sacerdote da sua igreja qualquer. Um ateu tem o direito de achar certo ou errado coisas como pena de morte, aborto, pedofilia, estupro, guerras, divórcio, trabalho infantil, comunismo ou o caralho que for, enquanto o religioso vai ter que se contentar (e se contenta, sem pensar) em ser contra todas estas coisas citadas aqui, pois acredita que a sua igreja é a ponte direta entre ele e o senhor-supremo-da-verdade-e-do-Amor-infinito...