Apesar de ter sido batizado e feito a primeira
comunhão, nunca fui um católico praticante – não me confessava e não ia à missa,
porém rezava todos os dias para gradecer tudo que deus havia (supostamente) me
dado. Uma situação comum a grande maioria dos brasileiros. Porém com o passar
do tempo comecei a deixar esse hábito de lado - como eu disse esse ritual nunca
havia feito muito sentido para mim. A bíblia nunca havia feito muito sentido
pra mim. A história do catolicismo muito menos. Foi devido a essas perturbações
que eu comecei a questionar.
Então nos últimos anos eu comecei a recorrer a livros, filmes, discussões e fóruns de debate, sempre a procura de respostas para as inúmeras questões que surgiam. Resultado: passei a desacreditar conforme me aprofundava no assunto. Como um credo pode ser todo fundado em uma base inteiramente ilógica e contraditória? Erros do passado eram abrandados através de simplificações (o massacre da Santa Inquisição era apenas um período negro da fé católica), os absurdos e crueldades da bíblia (que muitos levam ao pé da letra até hoje) eram chamados de metáforas, enquanto as partes “deus é amor” eram a mais fiel transcrição da realidade.
Isso porque nem entrei no âmbito de comentar as opiniões absurdas sobre diversos assuntos (camisinha, aborto, testes com células tronco...). Era impossível continuar seguindo algo tão irracional. Mas qual seria meu fim? Se deixasse de seguir os ensinamentos religiosos, eu iria para o inferno! Estava dentro daquele sistema devido ao medo de sair dele. Apesar dos preceitos absurdos, aquela cúpula colocada sobre mim desde a infância, prometia segurança e conforto, enquanto fora dela só era possível vislumbrar o caos e os eventos aleatórios.
Foi um longo caminho de estudos, descobertas e lutas contra medos (reais ou fictícios, naturais ou induzidos), até que eu tivesse material intelectual o suficiente para poder me considerar um ateu esclarecido. Baseado nesses conhecimentos adquiridos que eu escrevo essas reflexões, que julgo interessante de serem lidas por todos. Sejam ateus ou fundamentalistas islâmicos.
A “necessidade” de se ter um deus
Desde o início da humanidade o medo do desconhecido fez com que o homem passasse a atribuir um status de divindade a todos fenômenos (até então) inexplicáveis. Se nos primórdios havíamos criado um deus para o fogo, com o passar do tempo (e a instauração do monoteísmo) fomos intitulando tudo o que não sabíamos explicar (muita coisa) de milagre, e seus realizadores de santidades.
Não é a toa que a idéia de uma entidade que garantisse uma passagem para o paraíso, soava mais agradável do que não ter, de fato, nenhum ser cósmico para cuidar de cada indivíduo. Claro que isso não foi exclusividade da igreja católica (que inclusive esteve longe de ser pioneira): povos por todo o mundo (através da existência de arquétipos presentes no inconsciente do homem - fenômeno muito bem explicado pela psicologia) começaram a criar um "lorde" e atribuir a este toda uma mitologia. Seja ele o deus dos deuses, como Zeus, ou um deus único, como Alá. Pronto, estava criada a mais poderosa ferramenta de manipulação da história da humanidade.
Todos já devem ter ouvido que deus é um ser perfeito: onipotente, onipresente e onisciente (todo poderoso, está em todo lugar e sabe de tudo). Pois como tudo que é perfeito, ele obrigatoriamente deveria ser imutável (lógico, pois se algo é perfeito e muda, o menos que seja, ele deixa aquele estado de perfeição). Isso trás uma certa problemática. Por exemplo, como justificar passagens como essa?
E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o ser vivo, como o fiz. Gênese, 8,21
Além disso todo aquele blá blá blá de que ele sacrificou seu filho (que em tese não siginifica nada, já que sendo um ser espiritual, se desfazer de seu corpo carnal não é bem o que podemos chamar de um sacríficio) para nos livrar do pecado original (Q? Era pra eu ser pecador desde bebê?), só serve para tentar amenizar os inúmeros massacres que este teria realizado durante as passagens descritas no antigo testamento. Mas o ponto da questão é: sendo perfeito, como este pode ter mudado sua conduta? Quer dizer que sua conduta anterior não era perfeita? Ou a atual que não é? A "resposta" dos religiosos é simples: nós somos muito pequenos para entender as ações de deus! Mah é claro! Por isso que eu não compreendo esses absurdos... tá tudo explicado então.
O Inferno não é tão ruim assim...
O tolo diz em seu coração “não há Deus”. Eles são corruptos, eles dizem coisas abomináveis, não há nenhum deles que faça o bem.
Salmo 13/14 (varia de acordo com as infinitas variações da bíblia),1
Imagine um ser perfeito (apesar da falta de lógica dessa afirmação, como apontei anteriormente). Este cria um universo, e dentro deste um mundo com habitantes e recursos para sua sobrevivência. Dá também o livre arbítrio (embora seus seguidores adorem justificar tudo com se fosse "a vontade de deus") para amá-lo ou não. Lindo. Claro que se não o venerarmos vamos direto para o "inferno", onde sofreremos por toda a eternidade. Por isso, mesmo que não acreditemos nele, é interessante ser hipócrita e passar a adorá-lo. Se veio a sua cabeça alguma idéia relativa a uma ditadura é mera coincidência.
O interessante dessa história é: mesmo você seja responsável pelo fim da fome e das guerras no mundo, e for ateu, você vai conhecer o "coisa ruim". Agora se você for um estuprador de bebês, responsável por algumas centenas de mortes covardes e cruéis, e se confessar depois disso, terá passe livre para o céu. Por isso, o inferno é muito bem freqüentado. Listarei algumas personalidades que você encontrará por lá:
- Nietzsche
- João Cabral de Melo Neto
- Augusto Comte
- Paulo Autran
- Hitchcock
- Bertrand Russel
- Luis Buñuel
- Machado de Assis
- Sócrates
- Confúcio
- Pablo Picasso
- Jorge Amado
- Da Vinci
- Linus Pauling
- Diderot
- John Lennon
- Freud
- Frederico Fellini
- Monteiro Lobato
- Pablo Neruda
- George Carlin
- Karl Marx
- Graciliano Ramos
- Patch Adams
- Ernest Hemingway
- Thomas Edison
- Durkhein
- Milton Santos
- Ingmar Bergman
- Herbert de Souza (o Betinho)
- Charles Chaplin
Entre milhares de outros.
E se você esperar mais um pouco encontrará até mesmo a Angelina Jolie! Além de se livrar de toda aquela corja religiosa, que vemos todos os dias cobrando dízimo e iludindo milhares de pessoas, ou fundamentalistas que matam em nome desse suposto deus. Olhando dessa forma - se ser ateu me garante uma ida ao inferno, pelo menos eu vou estar em boa companhia.
Deus: um assassino
Não vou gastar muito tempo falando sobre os infinitos massacres descritos pela bíblia. Seja dizimar outros povos ou matar bebês. Não se pode esperar muita coisa de um ser que manda duas ursas matarem 42 crianças apenas por chamarem um homem de careca (II Reis 2, 23-24). Mas calma - isso é só uma metáfora de que devemos respeitar os mais velhos. A parte "real" da bíblia começa com aquele homem transformando água em vinho!
Deus é provavelmente o pior vilão já criado. E ainda sim conta com seus milhões de seguidores. Hitler temei!
Acho que já dei alguns motivos para ilustrar porque eu larguei de vez a religião católica (e não precisei procurar conforto em nenhuma outra). Agora me sinto na obrigação de deixar algumas coisas claras.
Ateus não são maus
Eu já te dei uma lista de personalidades que compartilham da minha (des)crença. Além deles muitos foram os ateus que ganharam o prêmio Nobel da paz, ou foram reconhecidos por sua importância para a sociedade - sejam por suas pesquisas e invenções, sejam por seus trabalhos humanitários. Ainda sim, em uma época em que se prega a "liberdade moral", é comum me deparar com comentários desse tipo:
- Tipo, como assim você é ateu? Você dá até aula em pré-vestibular comunitário!
- Tu fala que é ateu só para pagar de malvadão/alternativo.
O que acontece é que eu (como o resto da comunidade ateísta) não preciso de um motivo cósmico, com intuito "de ir pro paraíso", para fazer o bem. Se eu faço, é porque acho que vale a pena contribuir para a evolução da humanidade. O que faz sentido até do ponto de vista biológico, diga-se de passagem. Não vou nem entrar no mérito de que a maior parte dos assassinos são religiosos ou procuram "salvação divina". Vocês sabem disso. Basta olhar para o Oriente Médio ou para os presídios brasileiros.
Não praticante é o caralho
Como eu disse, já fui um católico não praticante. Coisa que a maioria dos "crentes" hoje em dia são: não participam dos rituais, não rezam (a não ser em momentos de dificuldade), e ainda vão de encontro com grande parte dos preceitos de sua própria religião. Basta ver a quantidade de católicos que se posicionaram contra igreja no caso do arcebispo de Olinda e Recife. Ou quantos usam a camisinha apesar de ser vetada pelo papa.
Sintetizando - apesar de acharem idiota grande parte dos pressupostos de sua própria religião, a pessoa continua seguindo-nos por medo.
"Mas eu acredito em um deus que me leve pro céu, mesmo eu não louvando ele e não saiba nada da bíblia." Ótimo. Cada um acredita no que quiser. Mas isso não faz de você um "católico não praticante". Você no máximo é um "sem religião" que acredita em um deus que vai te levar para o paraíso. Mas este não é o deus católico, até por que caso ele seja o certo (falarei desse aspecto lotérico logo abaixo) você também vai pro inferno.
Agnosticismo e a Aposta de Pascal
Eu vejo muita gente confundindo agnosticismo com ateísmo, embora se tratem de duas coisas inteiramente diferentes. Para começar, o agnóstico na prática é extremamente covarde. Apesar de na teoria este ser o único tipo de pensamento possível – aceitar que não se sabe, nem saberá, a existência ou não de um deus, se os religiosos podem afirmar que este existe, (ou existem, no caso do politeísmo), os ateus podem seguir o caminho contrário. Inclusive eles estão respaldados pela realidade de não existir uma única evidência de que exista algum ser divino. Dizer que o fato de a humanidade e todas as maravilhas do mundo existirem contar como prova, é besteira.
A ciência refuta isso de diversas maneiras – desde o conceito dos eventos aleatórios em um universo infinito (muito bem abordado no livro God’s Delusion de Richard Dawkins – encontrado traduzido na net) ou mesmo através do uso da lógica simples.
Mas pior do que isso é tentar justificar sua existência através da bíblia. Seria como admitir que se ao invés dela O Senhor dos Anéis tivesse sido escrito a quase dois mil anos e passado por centenas de traduções/reescrituras, você acreditaria que há uma outra dimensão chamada Terra Média, onde humanos vivem lutando com orcs. E antes que se utilizem do argumento que eu não tenho uma evidência para a não existência de deus, vale a pergunta: E você, tem alguma evidência para que o monstro de macarrão voador (novamente me referindo a Dawkins) não exista? E nem por isso eu acredito nele. Meus amigos agnósticos preferem não opinar.
É simples. De um lado eu tenho cientistas que estudam e trabalham a vida inteira na esperança de poder contribuir com um pequeno aumento do conhecimento da humanidade, expondo suas teorias e hipóteses à críticas que visam destrui-las, gerando milhares de pesquisas, todas com intuito de ajudar na evolução intelectual da humanidade. Do outro, temos uma coletânea desconexa de histórias escritas há vários séculos, com lições de moral duvidosas, e que todos aceitam, por ter crescido escutando que ali estava a verdade.
Voltando a me utilizar de Dawkins (biólogo e escritor, um dos maiores defensores do ateísmo na atualidade), atentem a essa escala criada por ele:
Como pode ser perceber os agnósticos estão tão próximos dos ateus quanto dos religiosos. O mais interessante é que eu me considero, assim como Dawkins, no ponto "6,9". Eu não acredito na existência de deus (o que não significa acreditar em inteligências superiores, como falarei mais adiante), mas não posso afirmar que ele não exista - embora pela falta de evidências, seja provável que não. Para não me igualar aos líderes religiosos, que se encaixam no ponto "1" (garantem que seus deus existem), evitando ser extremista, não irei me considerar um “dono da verdade” e me dizer um "7". Me referindo agora ao humorista Bill Maher - não estou aqui para dizer que tenho a verdade, mas lutar para que todos sejamos humildes o suficiente e adimitir que não sabemos.
Se existem algo mais covarde do que o agnosticismo, estes são os religiosos que apelam para a Aposta de Pascal. Se alguém não sabe do que se trata, ela diz basicamente “Eu não sei se existe ou não um deus. Se eu for religioso e ele não existir, tudo bem, não perdi nada. Agora se eu for ateu e ele existir, FUDEU. Logo é mais interessante ter uma religião e não arriscar.”
Além de esta se baseando em um pressuposto errado (“eu não gasto nada seguindo uma religião” – perde-se dinheiro, tempo, liberdade, passa se a obedecer paradigmas teóricos e morais, os quais o próprio indivíduo passa a se contestar, etc) ele é totalmente hipócrita. Mas quem vai se preocupar com hipocrisia, se terá sua alma salva no pós-morte? E claro que a igreja (não somente ela) vai aceitar pessoas com esse pensamento, não é mais possível se dar ao luxo de rejeitar fiéis para escutarem (mesmo que não de forma ortodoxa) sua palavra.
Deve ser proibido envolver crianças em rituais religiosos
- Por volta do século XIX o atéismo estava na moda. Como aconteceu com os Backstreet Boys...
- Filósofos anunciaram a morte de deus... psicólogos sonharam com teorias sem deus
- Igrejas vazias, fé entrando em declínio, pessoas desiludidas com o todo poderoso
- Não é a toa que eles estão tão desesperados.
Apesar de tudo que estou falando aqui, como já disse, sou batizado e fiz a primeira comunhão. Se tivesse o conhecimento que tenho hoje, é óbvio que eu não teria me sujeitado a esses rituais. E estou falando isso em tom de revolta, mas eles não causaram nenhuma modificação física em mim. O que falar então da circuncisão ou de outros rituais religiosos?
O principal motivo para as religiões se perpetuarem até hoje, é justamente devido a influência da autoridade: quando se é criança, na imensa maioria das vezes, se segue tudo que seus pais e professores dizem. Por isso, geralmente, torcemos pro mesmo time de futebol que nosso pai, irmão mais velho ou tio. O mesmo vale para a religião. Submeter uma criança a uma escolha religiosa desde cedo é ir contra sua própria liberdade de fazer essa escolha. Na infância não se tem conhecimento ou discernimento suficiente para isso - o que acaba gerando um cenário extremamente determinista – se nascer na Índia provavelmente serei hinduísta (e irei para o inferno, segundo algumas religiões), se nascer no Irã provavelmente serei muçulmano (e todas as outras religiões irão para o inferno, enquanto eu ficarei com as minhas virgens) e se nascer de pais católicos, provavelmente serei católico. Sendo muito difícil se libertar posteriormente.
É claro que independente de medidas que possam ser tomadas, sempre haverá influência da família, mas minha proposta é justamente de impedir que uma criança escolha sua religião/seja submetida aos rituais dela, até certa idade. Enquanto isso ela terá aulas de educação religiosa, onde representantes de cada religião ou crença (incluindo ateus) falarão sobre seus credos (sem atacar os outros) de forma a dar uma base para o jovem.
País Laico?
É lindo falarmos que vivemos em uma nação laica (que separa religião da política, como não é o caso em grande parte do Oriente Médio, por exemplo) – que deveria ser obrigação de todos os países, diga-se de passagem. Apesar de termos partidos políticos fundados em cima de uma crença religiosa, ministros declarando que seu voto sobre assuntos como a pesquisa com células tronco foi baseado em sua religião, líderes religiosos direcionando o voto de seus fiéis, ou políticos querendo obrigar que o criacionismo seja ensinado nas escola públicas.
Claro, vivemos em um país democrático que prega a liberdade religiosa. Mas isso não pode significar que assuntos que envolvam toda a população sejam decididos de acordo com uma ideologia religiosa. Por exemplo, outro dia mesmo saiu na imprensa que autoridades britânicas estavam pensando em parar de ensinar sobre o Holocausto nas escolas pois isso "desrespeitaria" os muçulmanos, que negam a existência de tal acontecimento...
Ateus saiam do armário
Uma das coisas que mais vejo por aí, são pessoas que cultivam o pensamento ateísta, mas que não admitem com medo de serem alvo de preconceitos (como realmente acontece) ou de fúria divina (como realmente nãoacontece). Para estes, eu aconselho seguir o exemplo dos homossexuais – não tenham vergonha de assumir o que são. O preconceito relativo ao ateísmo só acabará quando todos passarem a se orgulhar do que são, e mostrar isso para o mundo inteiro.
Divulgue vídeos e textos ateístas, não tenha medo de dizer que não acredita em um deus (nem que seja no about me do Orkut), dê suas razões do por que. Se aprofunde no tema, não seja só por falar, saiba exatamente o porque de você acreditar, para não ser manipulado por ninguém. Nem por mim, nem por um bispo.
Tolerância
Não se igualem aos fundamentalistas.
- Deus, eu tento amar todas as pessoas do planeta...
- Mas as vezes eles me fazem sentir... eu sinto vontade de...
- QUEIMAR TODOS!!!
- Isso é ruim?
Não tente mudar o outro contra sua vontade. Nem os descriminem. Assim como lutamos por nossa liberdade de expressão, temos que respeitar a dos outros – não percam a razão. Por mais irracional que possa parecer alguém que acredite que o mundo foi criado a menos de 10.000 anos, que comer carne na sexta-feira santa é pecado ou que doar sangue é coisa do demo, respeite aqueles credos. Afinal, cada um escolhe como quer viver.
Claro que objetivamos um mundo mais racional, mas isso só se dará gradualmente, e não de forma imediata. Conviva com o fato de que você não viverá o suficiente para ver um mundo que não use a religião como forma de manipulação ou de justificar guerras. Mas a evolução só se dará aos poucos (e você poderá fazer parte dela). Aprendamos com a natureza.
Para se aprofundar no assunto
Como não adianta ficar sugerindo livros ou textos mais pesados, aconselharei um material mais simples (porém efetivo). O Youtube será uma ótima ferramenta: busquem por "The Atheist Experience", "George Carlin", "Richard Dawkins", "Ateus", "Ateísmo", "Religiões", "Atheism". Além da própria mídia, acompanhem os comentários desses vídeos, em pouco tempo, de forma natural, você acabará por se aprofundar no assunto. Também trarei novas recomendações com o tempo.
Aguardem.