Já percebeu como hoje em dia toda
criança ‘maltratada’ vira rebelde? Vários especialistas em educação e
psicólogos dizem que não se pode bater em uma criança porque ela pode ficar com
trauma e se revoltar contra os pais quando crescerem ou algo assim. Devemos ser
bons pais, tratar nossos filhos com extremo cuidado e não dar aquelas
‘palmadinhas básicas’ para não formarmos futuros ‘serial killers’. Será? Todo
esse papo pode até ser ‘bonitinho’ e nos ajuda a imaginar uma sociedade melhor e
sem violência para os nossos filhos, netos e bisnetos. Mas todo mundo sabe que
na prática isso é bem diferente.
E se teu filho for uma peste que faz bagunça, barulho e escândalo em todo lugar
que vai? Tu vai falar o quê pra ele? ‘Meu filho, não faça isso, isso é
muito feio. Você deveria se comportar melhor, pois se você for malvado o papai
noel não lhe dará presentes no natal.’ Primeiro que, se o moleque é
uma peste, ele nunca vai escutar você falando um monte de baboseira dessas! Vai
cuspir na tua cara e mandar você larga-lo. E tu vai ficar com que cara? Se o
pivete faz a maior baderna quando tuas visitas estão na tua casa? Vai olhar pro
menino e comentar: ‘Olha mulher, tão lindo ele cagando no meio da
sala!’ Não podemos ser ridículos.
Não estou defendendo a violência contra as crianças, longe disso. Nem aqueles
pais doentes que espancam seus filhos por causa de alguns erros. Mas umas
palmadinhas na hora certa não deixam ninguém revoltado. Eu mesmo apanhei muito
quando era pequeno e não me revoltei. Pelo contrário, entendo o porquê de todas
as bofetadas que levei (que não foram poucas) e ainda acho que, em alguns
casos, foi pouco. Lembro de um dia em que me escondi atrás da porta do banheiro
e deixei toda a minha família pensando que eu tinha sido raptado, e tudo por
não querer tomar banho. Quando eu saí do meu esconderijo não fizeram nada, só
agradeceram a Deus porque eu estava bem. Outra vez fiz minha mãe queimar o dedo
porque fiquei enchendo o saco pedindo 1 real para ir jogar vídeo game, ela
pegou a chinela e arremessou na minha direção, porque, quando eu a vi tirando a
chinela do pé, disparei na direção oposta. Acertou bem nas minhas pernas e eu
caí estatelado no meio da sala. Vários parentes estavam na minha casa e não
houve problema nenhum porque eles riram daquela cena. Cresci, e amo minha mãe
mais do que tudo no mundo.
Agora se alguns pensam que a ‘psicologia infantil’ resolve tudo aí fica
difícil. Por isso que só o que se vê nos noticiários são filhos matando os pais
por causa de dinheiro. Educar um filho não é fácil e certas babaquices e mitos
divulgados só ajudam complicar essa tarefa. Que se danem os defensores da Super
Nanny. É lógico que o que ela diz ajuda, mas seguir rigidamente os seus
conselhos pode não ser recomendável. A vida real não é um programa onde se
podem editar cenas. É muito diferente disso.


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